O que começou como um desesperador pedido de socorro terminou em prisão em flagrante na madrugada de domingo (12). Um marceneiro de 23 anos, natural de Jacarezinho (PR), foi preso pela Polícia Civil de Ourinhos após simular o próprio sequestro e tentar extorquir a companheira para quitar uma dívida de R$ 1.700,00 acumulada em uma casa noturna. A farsa mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal em uma busca ininterrupta que durou toda a madrugada. As informações são do site Passando a Régua.
A ocorrência teve início por volta das 19h de sábado (11), quando C., também de 23 anos, compareceu ao Plantão Policial em estado de choque. Ela relatou que seu companheiro, G., havia saído de Jacarezinho pela manhã para realizar um serviço rápido de montagem de móveis em Ourinhos e não retornou.
Enquanto prestava depoimento, C. passou a receber mensagens e áudios desesperadores vindos do celular de G.. Nas mensagens, o marceneiro fingia estar sob o poder de criminosos, alegando estar sendo torturado e espancado. Mensagens de voz exigiam um pagamento inicial de R$ 1.000,00 via PIX para não matar a vítima.
Diante da gravidade do relato — que incluía ligações de G. chorando e implorando por sua vida — as forças de segurança de Ourinhos iniciaram uma operação de resgate. Durante horas, policiais civis, militares e guardas municipais percorreram diversos pontos da cidade e estabelecimentos comerciais, baseando-se nas informações que C. recebia em tempo real.
Após diligências intensas, as equipes localizaram o veículo do suspeito, um VW/Gol prata, estacionado em uma boate de Ourinhos. Ao entrarem no estabelecimento, os policiais encontraram G. em uma situação descrita no boletim de ocorrência como “totalmente incompatível com a narrativa de sequestro”.
O marceneiro estava consumindo bebidas alcoólicas e usufruindo de serviços do local na companhia de uma funcionária, sem qualquer sinal de agressão ou restrição de liberdade.
Na delegacia, a farsa foi rapidamente desfeita. G. confessou ter utilizado cocaína após o trabalho, o que teria afetado seu discernimento. Ele se dirigiu voluntariamente à boate, onde consumiu bebidas e serviços que somaram R$ 1.700,00.
Ao perceber que não tinha dinheiro para pagar a conta, ele decidiu forjar o sequestro para que a esposa enviasse os valores. K., funcionária da boate, confirmou que ele utilizou o celular sozinho durante toda a noite e que nunca esteve acompanhado de terceiros ou sob ameaça.
“Ainda não consigo acreditar na atitude praticada por ele. Estou sem chão”, declarou C. à autoridade policial, após fornecer prints das ameaças que recebeu.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante de G.. Ele responderá por falsa comunicação de crime e extorsão.
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