O policial militar da reserva Pedro Sergio Zanette, de 80 anos, morreu nesta quinta-feira (12), após não resistir aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo sofridos no último domingo (8), em Ourinhos (SP). Ele estava internado em no Hospital das Clínicas de Marília (SP), onde recebia tratamento desde segunda-feira, após o crime. As informações são do site Passando a Régua.
O caso ocorreu em uma chácara localizada na Rua Rubens Ribeiro de Moraes, no bairro Jardim São Jorge, região do São Carlos. Segundo as investigações, o policial aposentado foi até o imóvel para tratar de assuntos relacionados ao arrendamento, quando houve uma discussão com o jovem Nathan Eduardo Macieira Antunes, de 25 anos.
De acordo com o relato do próprio suspeito à polícia, durante o desentendimento houve uma luta corporal, momento em que ele conseguiu tomar a arma do policial e efetuou disparos. Pedro Sergio Zanette foi atingido por tiros que perfuraram o pulmão direito e transfixaram a coxa, sofrendo ferimentos graves. Ele foi socorrido e encaminhado inicialmente à Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, onde passou por cirurgia, sendo posteriormente transferido para Marília.
Após o crime, o suspeito fugiu levando a arma utilizada. Diversas equipes da Polícia Militar iniciaram buscas e conseguiram localizá-lo ainda no mesmo dia, por volta das 17h30, na Avenida Jacinto Sá, em frente ao Mercado Mayara, no bairro Vila Sandano. Durante a abordagem, Nathan não estava com a arma e indicou um local próximo à sua residência onde teria escondido o objeto. Apesar das buscas realizadas, inclusive com apoio do Canil, o armamento não foi encontrado.
Nathan recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde confessou o ocorrido. A autoridade policial decretou sua prisão em flagrante por tentativa de homicídio e representou pela conversão da prisão em preventiva, destacando a gravidade do crime e a necessidade de garantir a ordem pública.
No entanto, durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (9), a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito. O juiz entendeu que não estavam presentes os requisitos legais para a prisão preventiva e determinou sua soltura, mediante cumprimento de medidas cautelares. O acusado poderá voltar a ser preso caso descumpra as determinações judiciais.
Com a morte do policial nesta quinta-feira, o caso, que inicialmente era tratado como tentativa de homicídio, deverá ser reclassificado para homicídio consumado. A Polícia Civil segue com as investigações e deve encaminhar o inquérito à Justiça após a conclusão.
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