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Possível “laranja” do “Careca do INSS” é de Bernardino e movimentou R$ 371 mi em 2025

A empresa Spyder Consultoria e Intermediação não possui site, sede própria, nem páginas nas redes sociais, porém movimentou mais de R$ 371,4 milhões apenas nos primeiros seis meses do ano passado, semanas após ser registrada. É uma das maiores movimentações já detectadas pela CPMI do INSS até o momento. No papel, o dono é João Vitor da Silva, um rapaz de 25 anos, possível “laranja” do “Careca do INSS”. O jovem trabalha como auxiliar de serviços gerais em uma empresa de laticínios de Bernardino de Campos. A reportagem é do site Metrópoles, que entrou em contato com João Vitor. Ele não respondeu se é ou não o dono da consultoria. Além disso, no fim de 2020, João Vitor, recebeu o auxílio emergencial do governo.

A Spyder começou a ser investigada pela CPMI do INSS por ter recebido recursos de outra empresa, a Dinar S/A Participações, que era usada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A Dinar S/A, por sua vez, recebeu milhões de reais da Arpar — pertencente ao Careca — e também da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA), outra entidade investigada na Farra do INSS. A Dinar S/A é apenas uma dentre várias empresas usadas pelo Careca.

Nos seis primeiros meses de 2025, a Spyder Consultoria recebeu R$ 185,5 milhões em créditos e pagou R$ 185,8 milhões em débitos. De acordo com os critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), essa movimentação seria suficiente para caracterizá-la como uma grande empresa (receita bruta acima de R$ 300 milhões por ano).

Segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, a Spyder Consultoria foi registrada em 13 de dezembro de 2024. Duas semanas depois, no mês de janeiro de 2025, a empresa já havia movimentado pouco mais de R$ 16 milhões, segundo dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPMI do INSS.

Na Receita, a empresa aparece como registrada em um prédio comercial no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo (SP). O capital social é de apenas R$ 120 mil — ou 0,032% dos R$ 371 milhões movimentados pela Spyder no primeiro semestre do ano passado.

Ao registrar a empresa, João Vitor da Silva também a identificou como “limitada unipessoal (EPP)”. Ou seja, uma empresa com um único sócio e de pequeno porte (EPP). Para se enquadrar dessa forma, a Spyder precisaria ter faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões — uma fração do volume movimentado pela firma.

Com informações do Metrópoles

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